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O medo e o amor


O medo é a energia que contrai, fecha, isola, foge, esconde, amealha, faz mal.
O amor é a energia que expande, abre, liberta, fica, revela, partilha, cura.
O medo envolve os nossos corpos com roupagens, o amor permite-nos andar desnudos. O medo pega-se e agarra-se a tudo o que temos, o amor despoja-se de tudo isso. O medo cerca-nos, o amor enlaça-nos. O medo prende, o amor liberta. O medo infecta, o amor alivia. O medo agride, o amor apazigua.
Qualquer pensamento, palavra ou ação humana assenta numa destas emoções. Nada podes fazer quanto a isso pois não tens outras hipóteses de escolha. Mas o teu livre arbítrio permite-te escolher entre as duas. Dito, assim parece tão fácil e, no entanto, no momento da decisão, o medo vence mais frequentemente. Porquê?
Ensinaram-nos a viver com medo. Falaram-vos da sobrevivência dos mais aptos, da vitória dos mais fortes e do êxito dos mais espertos. Muito pouco se fala do triunfo dos mais afetuosos. E, por isso, esforçam-se por serem os mais aptos, os mais fortes, os mais espertos- de uma forma ou outra – e se, numa dada situação, se veem como algo menos que isso temem vir a perder, pois disseram-vos que ser menos é ser-se vencido.
E por isso, claro, escolhem a ação movida pelo medo, pois foi o que vos ensinaram. Eu, porém, ensino-vos o seguinte: se escolherem a ação movida pelo amor farão mais do que sobreviver, mais do que vencer, mais do que obter êxito. Nesse caso experienciarão a plena glória de Quem Realmente São e quem podem ser.
Neale Donald Walsch

Você cria a sua realidade


Você cria sua experiência de vida física por meio de seus pensamentos. Literalmente, cada pensamento seu gera determinada criação.
Seus pensamentos, ao considerar seus anseios, movimentam a criação e o cumprimento de tudo o que você deseja. Do mesmo modo, seus pensamentos, ao considerar aquilo que você não quer, movimentam a criação e o cumprimento de tudo o que você não quer. O princípio é o mesmo.
Observe com atenção se seus pensamentos caminham em direção ao que você quer ou ao que você não quer – na direção do que o excita e o agrada, ou na que lhe desperta medo e desagrado. Todo pensamento tem poder criativo.
Se você analisar sua experiência de vida a partir desse novo ponto de vista, reconhecerá, imediatamente, como é o que vivenciou ou vivencia, ou seja, o que você trouxe para sua experiência de vida, pensamento por pensamento.
Cada pensamento tem poder e todos brotam da sua mente, mesmo sem a presença de emoção significativa. Assim, a manifestação será concreta. Mas eles não são iguais no que se refere à habilidade criativa ou a velocidade com que algo desejado (ou não) se transforma em realidade. Há um fator diferencial importante.
Os pensamentos que você vivencia com grande emoção são os mais poderosos: sejam positivos (na direção do que você deseja) e carregados de emoção positiva, sejam negativos (na direção do que você não deseja), portanto, cheios de emoção negativa. A força da emoção presente interfere na rapidez com que aquilo vai se concretizar.
Para resumir esse segmento do Processo Criativo: entenda que todo e qualquer pensamento cria, e quanto mais emoção estiver presente, mais rápida será a concretizarão do que foi idealizado.
Quando você entender inteiramente o que acabou de ler, ficará muito claro o que você atrai para sua vida. Nada melhor do que olhar para seu passado e lembrar o que criou para reconhecer, sem nenhuma exceção, que tudo teve origem nos seus pensamentos.
Quando você está deliberadamente decidindo que quer alguma coisa e tem absoluta consciência disso, a criação ocorre em sua plena forma, mas quando você pensa no que não quer e permanece concentrado nisso, também cria, embora seja por omissão,  no sentido exatamente oposto ao que realmente pretende ter.
Jerry e Esther Hicks

A maneira como você está vivendo cria sua doença

Felicidade é a natureza do homem. Você não precisa se preocupar absolutamente sobre a felicidade, ela já está presente. Ela está em seu coração – você só precisa parar de ser infeliz, você precisa parar o funcionamento do mecanismo que cria a infelicidade.
Contudo, ninguém parece estar preparado para isso. As pessoas dizem, “Quero a felicidade”. Isso é como se você dissesse, ‘Eu quero saúde’ – e você continua se apegando à sua doença e você não permite a doença ir embora.
Se o doutor prescreve o remédio, você o joga fora; você nunca segue nenhuma receita. Você nunca vai para um passeio matinal, você nunca vai nadar, você nunca vai correr na praia, você nunca pratica qualquer exercício. Você continua comendo obsessivamente, você continua destruindo sua saúde – e continuamente você segue perguntando onde encontrar saúde. Mas você não muda o mecanismo que cria a enfermidade.
Saúde não é alguma coisa a ser alcançada em algum lugar, ela não é um objeto. Saúde é um jeito de viver totalmente diferente. A maneira que você está vivendo cria enfermidade, a maneira que você está vivendo cria miséria.
Por exemplo, as pessoas chegam para mim e dizem que gostariam de ser felizes, mas elas não podem abandonar seus ciúmes. Se você não pode abandonar seu ciúme, o amor nunca irá crescer – as ervas daninhas do ciúme destruirão a rosa do amor. E quando o amor não cresce, você não pode ser feliz. Porque quem pode ser feliz sem o amor crescer? A menos que essa rosa floresça em você, a menos que essa fragrância seja liberada, você não pode ser feliz.
Agora as pessoas querem felicidade – mas apenas por querer, você não pode obtê-la. Querer não é o bastante. Você terá que penetrar no fenômeno da sua miséria, como você a cria – como em primeiro lugar você se tornou miserável, como você continua se tornando miserável a cada dia – qual é a sua técnica?
Porque felicidade é um fenômeno natural – se alguém está feliz não há nenhuma habilidade nisso, se alguém está feliz, não necessita de nenhum talento para ser feliz.
Os animais são felizes, as árvores são felizes, os pássaros são felizes. Toda a existência é feliz, exceto o homem. Somente o homem é tão engenhoso para criar infelicidade – ninguém mais parece ser tão talentoso. Portanto, quando você está feliz, isso é simples, é inocente, não é nada para se gabar. Mas quando você está infeliz, você está fazendo grandes coisas a si mesmo; você está fazendo algo realmente difícil.
Osho

O fim do jogo do ego


O que é o estado supremo da consciência? 
São Paulo chamou-o de “a paz que está além de todo entendimento” e R.M. Bucke designou-o de “consciência cósmica”. No Zen-budismo, emprega-se o termo satori ou kensho; no yoga, samadhi  ou moksha e, no taoísmo, o “Tao Absoluto”. Thomas Merton utilizou, para descrevê-lo, a expressão “inconsciente transcendental”; Abraham Maslow criou o termo “experiência máxima”; os sufis falam de “Fana”. Gurdjieff qualificou-o de Consciência Objetiva”, ao passo que os Quacres chamam-no de “a Luz Interior”. Jung referiu-se à “Individuação” e Bubber falava da “conexão Eu-Tu”. Quaisquer que sejam, porém, os nomes dados a esse fenômeno antigo e bem conhecido — luz, iluminação, libertação, experiência mística —, todos eles dizem respeito a um estado de percepção radicalmente diferente de nossa compreensão comum, de nossa habitual consciência desperta, de nossa mente diária.
Além disso, todos concordam em qualificá-lo como o estado supremo da consciência: uma percepção autotransformadora de nossa união com o Infinito. Está além do tempo e do espaço. Trata-se de uma experiência da infinitude que é a eternidade, da unidade ilimitada com toda a criação. Nossa percepção sensorial do “eu”, socialmente condicionada, despedaça-se e destrói-se devido a uma nova definição da pessoa em si, do eu.  Nesta redefinição da pessoa em si, torno-me idêntico a toda humanidade, a toda vida e ao universo. As habituais fronteiras do ego desfazem-se à medida que o ego ultrapassa os limites do corpo e, de súbito, torna-se um com tudo aquilo que existe. O eu torna-se integrado à Alma Superior, tal como Emerson a denominou (e talvez integrado ao que Arthur Clarke, em Childhood’s End, chamou de Mente Superior). O Eu torna-se abnegado, o ego surge como uma ilusão e o jogo do ego chega ao fim. O Maitrayana Upanishad expressa-se deste modo: “Após perceber seu próprio eu como o EU, um homem torna-se abnegado. (…) Este é o mistério supremo.”
John White